Seguimento do alto risco mamário

Podemos afirmar que uma pessoa tem alto risco para câncer de mama quando as chances são superiores a 20%. É importante identificar estas mulheres, pois elas apresentam, normalmente, tumores em idade precoce, mais agressivos, e possibilidade de associação com outros cânceres.

Vários critérios são utilizados para identificar mulheres com alto risco para câncer de mama, que incluem história pessoal, antecedentes familiares e resultado de testes genéticos.

  • História pessoal – são consideradas mulheres de alto risco quando apresentam:
    • História pessoal de câncer de mama;
    • Biópsia anterior com resultado com lesões precursoras tais como: Hiperplasia ductal atípica, hiperplasia lobular atípica, carcinoma lobular in situ;
    • Receberam tradioterapia torácica antes dos 30 anos;
    • Apresentam densidade mamária aumentada na pós-menopausa.
  • Antecedentes familiares relevantes, incluem:
    • Parente de primeiro grau (pais, filhos e irmãos) com diagnóstico de câncer de mama em idade precoce (menor de 45 anos);
    • Dois ou mais parentes de primeiro grau (pais, irmãs ou filhas) ou de segundo grau (neta, avó, tia, sobrinha, meio-irmão) com câncer de mama em qualquer idade;
    • Parente com antecedente de câncer de ovário;
    • Parente de primeiro grau do sexo masculino com câncer de mama;
    • Parente com câncer de mama do subtipo triplo negativo ou com acometimento bilateral;
    • Mutação genética familiar conhecida.
  • Mutações genéticas mais relevantes que, quando presentes, determinam alto risco genético para câncer de mama:
    • Mutação BRCA1 e BRCA2
    • Síndorme de Cowden
    • Síndrome de Li fraumeni

Pessoas que apresentam alto risco para o câncer de mama devem ser submetidas a avaliação semestral por especialista, exames de imagem anuais e devem ser discutidas medidas redutoras de risco.

WhatsApp chat