Mastite é definida como um processo infeccioso e inflamatório da glândula mamária e divide-se, principalmente, em lactacionais e não lactacionais.
A mastite lactacional (puerperal) ocorre durante o aleitamento mamário, principalmente, entre 2 a 5 semanas após o parto. Sintomas clínicos são, em sua maioria, unilaterais e ocorre dor, edema, vermelhidão e calor local.
Este processo infeccioso normalmente é causado pelas bactérias presentes na boca do recém-nascido, que penetram na mama com fissuras.
Prevenção
Higiene local, realizar técnica adequada da pega do bebê e, após mamadas, hidratar pele do mamilo com lanolina ou o próprio leite produzido.
Tratamento
É realizado por meio de antibióticos e analgésicos sob orientação médica. Não há contra indicação a manter o aleitamento nos casos de mastites sem complicações.
Se houver abscesso (coleção de pus), deve-se realizar punção do mesmo ou drenagem cirúrgica.
A principal causa de mastite fora do período lactacional é a mastite periareolar recidivante. Ocorre principalmente em mulheres entre 30 e 40 anos, o que corresponde a 7% das doenças mamárias benignas.
Está muito associada a tabagismo (90% dos casos). Inicia-se quando há crescimento de bactérias em ductos mamários obstruídos, pelo crescimento e descamação de suas paredes.
Nela, ocorre inflamação tanto pela existência de processo infeccioso quanto pela ruptura dos canais de leite e formação de micro abscessos.
Tratamento desta afecção ocorre por meio de antibióticos e analgésicos. E, caso ocorra constantemente, deve-se retirar cirurgicamente o ducto doente após interrupção do tabagismo.