Dismenorreia é o nome dado as dores que acomete de 50% a 90% das mulheres, ao pé da barriga, antes ou durante a menstruação, mais conhecida como cólica menstrual.
A menstruação ocorre devido a descamação da camada mais interna do útero, chamada de endométrio. Esse processo acarreta na liberação de fatores inflamatórios locais e contração da musculatura uterina, provocando a cólica.
Quando não há nenhuma outra causa orgânica que justifique a cólica, classificamos como dismenorreia primária. Geralmente ela se inicia já nos primeiros meses após a primeira menstruação, dura em média de 1 a 3 dias e sua intensidade é variada.
A dismenorréia secundária é classificada quando há essa associação com lesão orgânica e, entre as possíveis causas estão a endometriose, adenomiose, miomatose, pólipos ou doença inflamatória pélvica.
A cólica não deve ser encarada como um sintoma normal, inclusive quando ocorre com frequência e em maior intensidade. Toda mulher que apresenta dismenorreia deve ser avaliada e acompanhada por um ginecologista para que as patologias citadas acima não deixem de ser diagnosticadas.
A atenção deve ser redobrada se a cólica for progressiva e acompanhada de sintomas, como:
- Alterações do hábito intestinal ou urinário;
- Dor na relação sexual;
- Dor lombar;
- Dor ou fraqueza em membros inferiores.
O tratamento para dismenorreia primária é medicamentoso, com uso de analgésicos, anti-inflamatorios e/ou anticoncepcional e comportamental como praticar atividades físicas e manter hábitos saudáveis.
No caso da dismenorreia secundária o tratamento é individualizado de acordo com a causa orgânica.