Hipotireoidismo é o distúrbio da tireoide mais comum na infância. Ele pode ser congênito (quando presente ao nascimento) ou adquirido.
A principal causa de hipotireoidismo adquirido é a tireoidite autoimune ou tireoidite de Hashimoto.
Outras causas de hipotireoidismo em crianças e adolescentes são:
- Deficiência de iodo;
- Medicamentos (drogas antitireoidiana, anticonvulsivantes, lítio);
- Irradiação da tireoide;
- Cirurgia de retirada da tireoide (tireoidectomia).
O hipotireoidismo pode trazer consequências deletérias sobre o crescimento, desenvolvimento da puberdade e o desempenho escolar, além de outros sintomas tais como pele seca, constipação, cabelos quebradiços, dores musculares, intolerância ao frio e, algumas pessoas, podem apresentar aumento visível da glândula tireoidiana no pescoço.
Pacientes com esse distúrbio podem apresentar aumento dos níveis de triglicérides, diminuição dos níveis de HDL (colesterol bom) e anemia.
O diagnóstico é confirmado com a dosagem de TSH (produzido pela hipófise) e T4 livre (produzido pela tireoide), quando o TSH estiver alto e o T4 livre baixo o diagnóstico de hipotireoidismo primário ou da glândula tireoide é feito.
Os anticorpos antitireoglobulina e antiperoxidase podem ser solicitados para confirmar o diagnóstico de tireoidite de Hashimoto. Todos esses exames devem ser solicitados apenas na suspeita de hipotireoidismo e deve-se evitar solicitá-los como exames de rotina para diminuir a chance de tratamento desnecessário decorrente de uma interpretação equivocada dos resultados dos exames.
Seu tratamento é realizado com a reposição do hormônio da tireoide conhecido como levotiroxina, uma vez introduzido essa medicação, exames de controle devem ser solicitado 6 semanas após o início do tratamento para ajustar a dose da medicação.